Servidores de diversos órgãos da administração pública acompanharam na tarde desta quarta-feira, dia 21, a palestra “Riscos para a Integridade: a importância da segurança da informação”, ministrada pelo Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil (RFB) mestre em Computação Aplicada em Gestão de Riscos, João Batista Ribas de Moura, no auditório do Ministério da Economia, em Brasília/DF. A palestra do ATRFB integra as ações do Programa Prevenir, que tem como objetivo fomentar a prevenção, detecção e correção da prática de desvios éticos, ilícitos administrativos, fraude e corrupção no âmbito do Ministério.

“Risco é um conjunto de causas que aumentam a probabilidade de eventos se materializarem em incidentes, que geram consequências em cascata. O risco não é algo material, mas, sim, a medida de algo acontecer”, explicou João Batista Ribas de Moura na abertura da explanação. O ATRFB esclareceu ainda que a gestão de riscos é composta pelas etapas de identificação de objetivos a serem alcançados; análise, avaliação e tratamento dos riscos, além de constante monitoramento.

Segundo o Analista-Tributário, é fundamental que as organizações públicas conheçam o tema e saibam identificar fragilidades e ameaças que possam causar prejuízos à sociedade e para a integridade e eficiência das próprias instituições. “Parece muito simples, mas há uma confusão em nossas organizações, desde a alta administração. Consequentemente, o tratamento de riscos sofre sérios problemas. Precisamos absorver conhecimentos sobre esse tema e propagá-los em nossas organizações. Nossas organizações possuem muitas vulnerabilidades e algumas nunca foram mapeadas. Fazemos o Mapeamento de Processos para conhecer os processos de trabalho e, também, para descobrir quais são as vulnerabilidades associadas a eles, que quando submetidas a ameaças, geram riscos aos processos”, afirmou.

Para isso, de acordo com o ATRFB, as instituições do Estado devem investir em iniciativas como oficinas, campanhas de conscientização e uso de medidas de segurança da informação para evitar invasões aos sistemas utilizados e consequente vazamento de dados sigilosos.  “Se a informação que eu manipulo todos os dias tem valor para alguém, se eu trabalho com informações sensíveis ou confidenciais no meu sistema, então eu sou um alvo e preciso tomar cuidado”, alertou.

Ainda durante a explanação, João Batista Ribas de Moura defendeu a criação de canais voltados à gestão de riscos internos nas organizações públicas. Diferentemente das ouvidorias já existentes nos órgãos, estes canais, conforme esclareceu o ATRFB, serviriam para que os servidores públicos pudessem denunciar anonimamente práticas que possam ameaçar a integridade das instituições. Ao final da palestra, Moura respondeu questionamentos dos participantes do evento.