Nos primeiros seis meses de 2019, os Analistas-Tributários que atuam no Serviço de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho da Alfândega do Porto de Manaus (SEREP) atuaram em operações no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE) dos Correios em Manaus, que resultaram na apreensão de R$ 1 milhão em drogas ilícitas e R$ 1 milhão em mercadorias.  Só no mês de julho, o número de apreensões de drogas ilícitas quase triplicou (mais de R$ 1,5 milhão) o total das apreensões feitas de janeiro a junho, resultado da atuação mais intensa da Receita Federal no controle de encomendas postais em Manaus.

Os Correios entregam, mensalmente, cerca de meio bilhão de objetos postais. Milhares de encomendas que chegam e saem do Estado do Amazonas passam pelo CTCE e são submetidas ao controle aduaneiro da Receita Federal do Brasil, executado pela Alfândega do Porto de Manaus. Na tentativa de burlar a fiscalização aduaneira, os traficantes de drogas camuflam produtos ilícitos em encomendas postais.

Utilizando equipamentos de fiscalização sofisticados, como o escâner (raio-X), ou usando as Equipes K9 (Cão de Faro) e procedimentos de análise de risco, a Receita Federal combate diuturnamente o tráfico de drogas ilícitas. As encomendas proibidas tanto chegam quanto saem do Amazonas. Os destinos nacionais mais comuns do envio de drogas são os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Bahia. Já as encomendas para o Amazonas se originam de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Ceará e Paraná. Quanto às remessas internacionais, os destinos mais visados são Portugal, Austrália, Holanda, República Tcheca e Reino Unido.

Aumento das apreensões e incremento na fiscalização

De acordo com a Alfândega do Porto de Manaus, o aumento das apreensões de drogas em correspondências no local demonstra mais eficiência nas operações de combate a esse tipo de crime. A introdução de mais uma Equipe K9 nas operações da Receita Federal é uma das medidas que aumentou o combate. No mês de junho/2019 aconteceu a chegada do FOKO, cão pastor alemão preto, com dois anos de idade, treinado no Centro Nacional de Cães de Faro da Receita Federal do Brasil (CNCF K9 RFB), em Vitória/ES.

FOKO é capaz de detectar, pelo faro, substâncias entorpecentes como cocaína, maconha, haxixe, crack, ecstasy e metanfetamina. Quando detecta o odor do entorpecente, ele senta e aponta o focinho em direção à fonte de odor, mostrando onde está a droga. Uma Equipe K9 é composta por um condutor e um agente canino e a Receita Federal em Manaus conta agora com duas equipes, uma com o agente canino ODIN e a outra com o agente canino FOKO, em ambas a condução é feita por um Analista-Tributário.