O GLOBO – 02 de junho de 2011 

As Forças Armadas devem deslocar cerca de cinco mil militares para cinco pontos estratégicos da fronteira, numa operação coordenada com a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional de Segurança (FNS). A “Operação Ágata” será deflagrada nos próximos dias, abrangendo Sul, Centro-Oeste e Norte, e deve complementar o patrulhamento ostensivo – liderado pela PF – nos 16 mil quilômetros de fronteiras terrestres. Paralelamente, Brasil e Colômbia negociam acordos de cooperação militar e patrulhamento de fronteiras para frear o trânsito de traficantes e contrabandistas. 

A cooperação entre civis e militares brasileiros nos pontos críticos da fronteira – entre eles locais até hoje fora da tradicional rota da criminalidade – foi anunciada ontem pelos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Nelson Jobim (Defesa). Mas o governo não anunciou custos nem cronograma, como previsto. Segundo Jobim e Cardozo, faltam acertos técnicos para formalizar o acordo, o que deve ocorrer semana que vem. Os ministros limitaram-se a apresentar o Centro de Operações Conjuntas (COC), sala de comando na sede da Defesa. Militares e policiais terão assento para redimensionar planos, monitorar o sistema de defesa e contabilizar aeronaves ou embarcações que ofereçam risco ao território nacional. Cardozo afirmou que não faltará dinheiro.