A construção coletiva de propostas e desafios que nortearão os próximos debates sobre o futuro dos Analistas-Tributários marcou os três dias de reuniões do Fórum Nacional de Debate de Base (FNDB), realizada de 4 a 6 de maio, na sede do Sindireceita, em Brasília. O encontro contou com a presença dos coordenadores das dez regiões fiscais (um representante e um suplente), que foram eleitos na Assembleia Geral Nacional realizada em agosto de 2018 no Recife/PE. Os membros conduzirão o Fórum de 2019 a 2021.

Os trabalhos foram orientados pelo coordenador-geral do Grupo, o Analista-Tributário Arthur Santana (PB), a coordenadora-geral adjunta Roberta Araújo (BA) e o secretário-geral Roque Luiz Wandenkolk (RJ). O cientista político Rudá Guedes Ricci realizou o curso de capacitação.

Na tarde desta segunda-feira, encerramento da Plenária, os coordenadores regionais apresentaram a metodologia de trabalho e proposta de calendário com as tarefas para o próximo período. O colegiado definiu que durante esse ano (2019) o foco será a preparação dos coordenadores, no ano de 2020, serão realizadas Oficinas Regionais em todas as Delegacias Sindicais, e em 2021, uma Plenária Nacional.

Oficinas Regionais

De acordo com o coordenador-geral do Fórum Nacional de Debate de Base, Arthur Santana, o objetivo das oficinas regionais é permitir o debate e troca de ideias dos coordenadores diretamente com os filiados, para ouvir seus anseios quanto à categoria e ao trabalho sindical. Assim, cada coordenador levará para a Plenária Nacional, que será realizada em 2021, antes da Assembleia Geral Nacional (AGN), os anseios da base. “Nesta plenária, as propostas da base serão debatidas e construídas ações estratégicas que reflitam a vontade da maioria”, explicou Santana.

Odair Ambrosio, coordenador executivo da DEN, destacou que serão analisadas dimensões socioeconômica, política, sindical e interna da categoria na construção de cenários que serão apresentados aos filiados. “O Fórum oportuniza a participação dos Analistas-Tributários no processo de construção de diretrizes de ação estratégica da categoria. Além disso, é importante para a montagem de cenários diante das possíveis reformas do governo e das adversidades dos próximos anos. As ações serão desenvolvidas pelos coordenadores, com a supervisão do nosso consultor externo, o cientista político Rudá Guedes Ricci, com apoio logístico da diretoria, ” afirmou Ambrosio.

A coordenadora-geral adjunta, Roberta Araújo, avaliou o ciclo de capacitação como positivo. “Os coordenadores afirmaram que se sentem mais seguros para as próximas ações com foco na melhoria do trabalho Sindical. Estamos nos sentindo protagonistas nessa função. Vamos aprimorar o que deu certo nas estratégias desenvolvidas pelo último Fórum, além de desenvolver novas ações, ” explicou Roberta.

O Analista-Tributário Artur Santana também falou sobre sua expectativa como coordenador-geral e como Analista: “acredito que no final deste trabalho teremos um norte a ser seguido em relação ao que a base espera para o futuro, como carreira, questão salarial, no seu espaço dentro do serviço público, e da Receita Federal. Esperamos que nossos objetivos sejam alcançados, ” finalizou o coordenador-geral.

Os coordenadores destacaram ainda que é importante todos os Analistas-Tributários acompanharem o andamento das etapas do Fórum e, principalmente, participar na fase de oficinas regionais.

Participações

Participaram desta reunião os Analistas-Tributários: Denise de Figueredo, Augusto Coroa, Marcos Aguiar, Arthur Santana, Tânia Fonseca, Roberta Araújo, Paulo Sérgio, Márcia Almeida, Roque Luiz Wandenkolk, Luana Bedin, José Faustino, César Missiaggia, Newton Machado, Marcos Viana Silva, José Carlos Mazzei, além dos representantes da Diretoria Executiva Nacional, o diretor de Estudos Técnicos Eduardo Schettino e o diretor de Comunicação Odair Ambrosio.

O Fórum Nacional de Debate de Base também foi estabelecido na assembleia de agosto de 2018 em Recife/PE. Desde então, o Planejamento Estratégico passou a ser denominado Fórum Nacional de Debate de Base e tornou-se uma política permanente do Sindicato por meio da realização de ciclos de avaliação, debates e proposições.