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A presidenta do Sindireceita, Sílvia de Alencar, participou na última quinta-feira, dia 26, da 3ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), do qual a entidade faz parte como colaboradora. A reunião foi dedicada à apresentação do material preparado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) sobre os hábitos de consumo dos brasileiros. O material servirá de base para a elaboração futura da “Radiografia da Pirataria”.

Para elaborar esse diagnóstico preliminar, foram realizadas entrevistas domiciliares com 3800 pessoas em 200 cidades brasileiras, com um questionário de 30 questões. Os pesquisadores do IPEA Alexandre Cunha e Luís Kubota explicaram que se trata apenas de um panorama inicial, que dá base para pesquisas mais aprofundadas sobre o tema.

Os dados da pesquisa confirmam algumas práticas dos brasileiros que já era observada nos últimos anos, de que os produtos piratas são bem aceitos pela sociedade. Segundo a pesquisa, apenas 6% dos entrevistados consideram errado ou ilegal adquirir produtos piratas. No entanto, é identificada por quase metade dos brasileiros as práticas de repressão na cidade onde vivem, sugerindo que a repressão não é suficiente para a mudança de hábitos dos consumidores, tanto que quase a mesma quantidade de pessoas declarou que comprou produtos piratas nos últimos 12 meses.

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Os produtos que mais são comprados pelos entrevistados são: DVD (48%), CD (41%), Roupas, bolsas e calçados (46%), óculos (14%) e relógios (11%). Isso se deve à facilidade de acesso a esses produtos: quase 90% dos entrevistados afirmaram que é fácil encontrar CDs e DVDs na cidade onde vivem.

A pesquisa sugere que, apesar da repressão policial, os consumidores ainda compram produtos piratas ou contrabandeados e a maioria não considera a prática ilegal ou teme algum tipo de punição. Uma das possíveis conclusões é que apenas é possível mudar esse quadro a partir da conscientização da população acerca do tema. Por isso, há dez anos o Sindireceita atua de forma ativa no combate à pirataria, por meio do projeto “Viva a originalidade! Pirata: tô fora”, que na atual fase se foca na educação fiscal e na conscientização da população acerca dos malefícios causados pela pirataria, com palestras que abrangem todas as faixas etárias.

Os dados foram encaminhados para o CNCP e serão estudados pelos seus integrantes, para discussão na próxima reunião do Conselho sobre as melhores formas de se trabalhar esses dados. Na ocasião, também será apresentada a versão final da cartilha “Um passeio de cidadania”, concebida pelo Sindireceita em parceria com o CNCP, e que orienta sobre os prejuízos causados pela pirataria no país.