Lideranças partidárias e políticas do Congresso Nacional estiveram reunidas nessa quarta-feira, dia 07 de fevereiro, na sede nacional do PDT em Brasília, para debater a necessidade da construção de uma Frente Ampla contra a reforma da Previdência e em defesa da soberania nacional. Participaram do encontro o líder da oposição no Congresso Nacional, deputado Décio Lima (PT/SC), representantes do PDT, PSOL, PCdoB, PSB, PT e membros de outras siglas, como o Senador Roberto Requião.

Crédito – assessoria Décio Lima

O líder da oposição, Décio Lima, destacou em sua página oficial no Facebook que “somente a unidade em torno da defesa de um projeto de nação poderá derrotar essa agenda de retrocessos que o País vive desde o golpe parlamentar de 2016”. Lima enfatiza também que a reforma da Previdência não ataca os privilégios, mas tira os direitos dos trabalhadores, beneficiando apenas os banqueiros. “Não é reforma, é o fim da aposentadoria pública”, frisou.

Já o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, disse em sua página no Twitter que o encontro tem como objetivo definir ações comum contra a Reforma e na defesa dos direitos dos trabalhadores. “Começamos a reunião dos partidos de oposição ao governo golpista para afinar nossa estratégia para barrar a reforma da Previdência e outros ataques à democracia e às conquistas do povo brasileiro”.

Ainda nesta quarta-feira, o relator da reforma da Previdência na Câmara, Arthur Maia (PPS/BA), durante coletiva de imprensa, apresentou a nova emenda aglutinativa para a reforma da Previdência, confirmando as seguintes alterações: extinção dos dispositivos que modificavam a aposentadoria rural; extinção dos dispositivos que modificavam o Benefício da Prestação Continuada (BPC); redução do tempo mínimo de contribuição, de 25 para 15 anos; e pensão integral por morte em serviço de policial. Segundo Maia, as alterações representam o que é consenso na base do governo para se iniciar a discussão da matéria na Câmara no dia 19 de fevereiro, dentro do cronograma previsto. Ele destacou ainda que outros pontos como acúmulo de benefícios e regras para servidores anteriores a 2003 devem ser negociados até a votação, podendo surgir novos textos.

Veja aqui a nova emenda aglutinativa.