Sílvia Felismino alertou para a possibilidade de um movimento paredista da categoria

O chefe de Relações Institucionais da Vice-Presidência da República, Rodrigo Rocha Loures, recebeu na noite desta terça-feira, dia 10 de julho, a presidenta do Sindireceita, Sílvia Helena Felismino, e o presidente do CEDS/PR, Jorge Luiz Moreira da Silva, para tratar de diversos assuntos de interesse dos Analistas-Tributários como a redefinição de atribuições, a campanha pela reestruturação salarial e o adicional de fronteiras, entre outros assuntos.

A presidenta Sílvia Felismino destacou que a categoria está mobilizada e unida pela reestruturação salarial, uma vez que os Analistas-Tributários estão há quatros sem reajustes, e disse que se o governo não apresentar nada de concreto até o próximo dia 31 de julho, a tendência é iniciar uma greve. Sílvia Felismino afirmou que os diálogos com o governo têm sido difíceis, o que vem unindo os servidores e “empurra” as categorias para uma greve geral.

A presidenta do Sindireceita entrega a cartilha da Campanha Salarial do Analista-Tributário

Na ocasião foi entregue a cartilha da Campanha Salarial que demonstra que o Analista-Tributário ocupa apenas a 107ª posição em lista do Ministério do Planejamento (MPOG) referente aos cargos de analistas do Ciclo de Gestão do Executivo. O estudo “O Mito do Descontrole de Gastos com Pessoal”, elaborado pelo Sindireceita, que aponta queda no comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL) com gastos em pessoal e encargos da União ao longo dos últimos 16 anos também foi entregue ao chefe de Relações Institucionais do vice-presidente Michel Temer. Ele também recebeu da presidenta Sílvia Felismino o projeto do Sindicato sobre a criação do Controle Social da Administração Tributária e Aduaneira (Conpat), aprovado este ano pela 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social (Consocial).

Em relação ao adicional de fronteiras, Rocha Loures informou que a Casa Civil aguarda alguns pareceres dos ministérios que estão envolvidos no processo e disse que também estão analisando as diferentes realidades existentes nos pontos de fronteira espalhados pelo país. “Uma coisa é você ter um determinado problema para quem mora em Foz do Iguaçu/PR que tem supermercado, hotel, segurança, água encanada e escola. E outra coisa é para quem mora em Pacaraima/RR, ou o sujeito que está no Amapá”, disse Loures.