O diretor de Formação Sindical e Relações InterSindicais do Sindireceita, Odair Ambrosio, participou nessa quinta-feira, dia 27, de uma reunião para tratar sobre a Comissão da Verdade do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES/SN), na sede da entidade em Brasília. Também estiveram presentes no debate diretores do ANDES-SN e das seções regionais da entidade, diversos sindicatos de servidores públicos e representantes da Central Sindical e Popular CSP-Conlutas.

O objetivo da reunião foi articular ações pela revisão da Lei da Anistia pela responsabilização dos autores da tortura e outros crimes de lesa-humanidade nos anos da ditadura empresarial-militar. No decorrer da reunião foi proposto um calendário de ações para a ampliação e avanço desse assunto.

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A reunião objetivou articular ações pela revisão da Lei da Anistia pela responsabilização dos autores da tortura e outros crimes de lesa-humanidade nos anos da ditadura empresarial-militar

Segundo o representante do Sindireceita, Odair Ambrosio, na categoria dos Analistas-Tributários ainda não existe acúmulo para este debate, mas o Sindicato é solidário, apoia e colabora com a iniciativa. “Assim como defendemos várias frentes em busca de justiça, estamos de acordo com todas as iniciativas em defesa dos servidores e o cancelamento dos atos lesivos praticados pela ditadura. A responsabilização dos autores dos crimes de tortura é uma causa muito justa”, afirmou Odair Ambrosio.

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A proposta é criar um calendário de ações para a ampliação e avanço desse assunto

A reunião foi conduzida pelo secretário-geral do ANDES-SN e coordenador da Comissão da Verdade da entidade, Márcio Antônio de Oliveira, a discussão serviu para articular o movimento em torno das reivindicações de publicidade dos crimes cometidos no período. “Há um paralelo entre a repressão do período da ditadura empresarial-militar e a crescente criminalização dos movimentos sociais encabeçada pelo governo federal. Segundo o coordenador da Comissão da Verdade do ANDES-SN, “é inconcebível ressuscitar formas de repressão” em nome da defesa da democracia e da Copa do Mundo de futebol, como, por exemplo, instaurar processos administrativos contra todos os servidores públicos que saírem às ruas durante o torneio, afirmou Márcio.

O coordenador da Comissão da Verdade do ANDES-SN espera que, com a organização das entidades sindicais e movimentos sociais em torno da pauta, e com a pressão da sociedade, seja possível ir além da simples revisão dos crimes do período ditatorial, possibilitando um reposicionamento histórico do Brasil em relação a esses anos nefastos.