Sindirereceita Manaus promove ação da campanha “Pirata: Tô fora!” na aldeia Inhãa-bé no Amazonas

 Maria do Carmo ou Hary da etnia sateré mora na aldeia e produz artesanato. Ela se diz prejudicada pela pirataria de suas ideias que foram copiadas por alguns visitantes
Maria do Carmo ou Hary da etnia sateré mora na aldeia e produz artesanato.
Ela se diz prejudicada pela pirataria de suas ideias que foram copiadas por alguns visitantes

O Sindireceita Manaus promoveu mais uma ação da campanha “Pirata: Tô fora! Só uso original”. Ontem, dia 10, as atividades foram realizadas na aldeia indígena Inhãá-bé. As ações da campanha do Sindireceita integraram a programação do evento em homenagem ao Dia das Crianças.

As atividades da campanha na aldeia indígena Inhãá-bé foram realizadas pelo diretor de Assuntos Aduaneiros do Sindireceita e delegado sindical adjunto da DS Manaus, Moisés Hoyos

A comunidade Inhãa-Bé está localizada no rio Tarumã-Açú, Igarapé do Tiú, na zona rural de Manaus e foi criada há quase 13 anos e é formada por 15 famílias de indígenas dos povos Sateré-Mawé, Tariano, Tikuna e Mura. O trabalho na aldeia é voltado para o etnoturismo e o artesanato, possuindo uma escola indígena chamada “Kuiá”.

O líder da comunidade Inhãa-bé, o tuxaua Pedro Hamaw Sateré, disse que a ação com as crianças foi promovida para reunir as comunidades indígenas, procurando manter as tradições culturais. “Nossa luta é procurar manter nossas tradições fazendo com que nossos jovens não se esqueçam de suas origens”, disse.

 As ações da campanha  do Sindireceita integraram a programação do evento em homenagem ao Dia das Crianças
As ações da campanha do Sindireceita integraram a programação do evento em homenagem ao Dia das Crianças

Na abertura das atividades a cantora Djuena Ticuna cantou o hino nacional na língua ticuna e com a participação de mais de 50 crianças das etnias Inhãa-bé, Sarrua-pé, Roxinol, Wothmanhw-ku e Gavião foram realizadas diversas atividades como disputa de arco e flecha, zarabatana, cipó de Guerra, natação no rio e futebol.

Maria do Carmo ou Hary da etnia sateré mora na aldeia e produz artesanato. Ela se diz prejudicada pela pirataria de suas ideias que foram copiadas por alguns visitantes: “Vieram visitar a aldeia e tiraram fotos de diversos produtos que mais tarde eu mesma encontrei em outros locais”, lamentou. A senhora Maria do Carmo mora na aldeia e sobrevive da venda de seus artesanatos.

A Campanha Nacional “Pirata: tô fora!” tem como meta difundir a mensagem “Viva a Originalidade”, disseminando a ideia de valorização do original, o que representa a essência do esforço antipirataria.

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